Santa Maria Mãe de Deus


A vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Sob a proteção da Santa Mãe de Deus desde o século IV a humanidade inicia o ano no calendário civil, pois no calendário litúrgico já o iniciamos com o tempo do Advento.
Nada mais puro, justo e santo do que iniciar na contemplação de Maria e com ela elevar a ação de graças pelo ano transcorrido, por tudo o que Deus tem presenteado para o nosso viver. Até mesmo os momentos desagradáveis, tristes, conflitivos e desafiadores foram momentos oportunos para reencontrar com Ele e reconhecer que sem Ele nada podemos.
Deus é Senhor do tempo, o tempo é nada perante sua eternidade, nós estamos no tempo e o tempo é muito rápido, o tempo nós é que fazemos, ou fazemos a vida acontecer e valer a pena ou deixamos o tempo engolir a vida e dela nada aprenderemos ou nada levaremos em nosso interior, pois da matéria sim, nada levaremos.
Ao iniciarmos o novo ano nós agradecemos e bendizemos a Deus fonte de toda benção, bendizer é dizer bem e dizer bem com a própria vida e não por simples ou vazias palavras proferidas pelos lábios. A vida no amor, bem empregada, bem direcionada ao bem será com certeza um bem dizer a Deus e por si Deus falará bem de nós, ou seja, a sua vida se manifestará em nós, sua graça jorrará fecunda e generosa sobre nosso viver.
Assim, benção não é um pedido de socorro diante do mal do problema esperando que caia instantaneamente, nem uma película divina que nos envolve não deixando que nada aconteça, mas é a presença divina em nós é uma troca de vida, bendizemos a Deus (falamos bem dele com nosso viver) e Ele nos abençoa (Ele age em nós com sua graça).
É assim o mistério da Encarnação de Jesus no meio de nós é a maior benção de Deus para conosco.
Somente na gratidão e com a benção vinda de Deus se constrói a paz necessária. O Shalom de Deus é vida completa, é abundância e saciedade em tudo o que precisamos, o planeta carece de extrema paz, pois onde não há paz há carência, há falta ou ausência do essencial, da vida com sua expressão de amor.
Nesta liturgia como em qualquer outra nos enchemos do Shalom de Deus que é Jesus o qual só conseguiremos encontra-lo na humildade que os pastores nos ensinam, adentrando em nossa interioridade, em nossa gruta de vida e perceber que ali se encontra o germe da paz a ser anunciado, caso contrário não encontraremos nem promoveremos a paz exterior.
Reconheçamos, pois em nós o Verbo de Deus em comunhão com sua Santa Mãe.